
Inspirada na proximidade da Rio +20, a Comunidade Crie Futuros está promovendo um concurso de ilustrações de HQs baseadas nos Objetivos do Milênio.
O prazo para o envio da sua produção é 20 de outubro. Para maiores informações, clique aqui.

Inspirada na proximidade da Rio +20, a Comunidade Crie Futuros está promovendo um concurso de ilustrações de HQs baseadas nos Objetivos do Milênio.
O prazo para o envio da sua produção é 20 de outubro. Para maiores informações, clique aqui.
Acontece no próximo 4 de setembro, domingo, na Casa Benet Domingo, na Urca (RJ) a Oficina ‘Se dançar, dançou, se cantar, cantou, se pintar pintou‘. Promovida por Elisa Castro e Maria Matina, a oficina promoverá a criação artística a partir da pergunta: O que há em comum entre Matisse, Bob Marley, Lulu Santos e Heberto Helder?
Mais informações no flyer abaixo:

No último dia 12/08, comemorou-se o Dia Nacional das Artes. Certamente, poucos se lembraram de homenagear a Arte naquela data. Outros tantos não dão importância à arte durante todo o ano, talvez há muitos anos.
Qual a importância de lembrarmos da arte e de comemorarmos o seu dia?
Certamente, temos artistas entre nós: poetas, fotógrafos, cantores, músicos, escritores… Mas não concebemos que sejam “artistas”: preferimos acreditar que são advogados, administradores, médicos. Ledo engano.
Desde a antiguidade, a Arte tem sido tratada como uma atividade ligada às emoções e aos sentimentos. Por acaso, algum de vocês tem a coragem de afirmar que não tem sentimentos? No caso contrário, podemos assumir, inequivocamente, que cada um de nós é um artista, ainda que tenha vergonha de se expressar, ainda que negligencie os seus próprios talentos. Você pode até desprezar a sua “semente de genialidade”, mas ela continua aí. À espreita, como um predador, pronta para germinar, criar galhos, dar frutos.
Qual de vocês tem coragem de, agora mesmo, se levantar e cantar, declamar, dançar? Poucos, talvez nenhum. Porque tivemos, por toda a vida, que acatar ordens como “cale-se”, “aguarde a sua vez”, “não faça barulho”. Também ouvimos palavras cruéis como “você não tem talento”, “isso está horrível”, “está mal feito”.
A Arte é maior que a censura. Ela se cala, mas não desaparece. E mesmo quando não há incentivos, não há recursos, não há espaço, ela surge, assim como surge uma planta em meio ao concreto das calçadas.
É por isso que eu desejo que cada um de vocês redescubra o seu talento artístico hoje mesmo. E não tenha medo de expressa-lo. À noite, no aconchego do lar, trate de cantar, dançar, declamar. Vá amanhã a um museu, pendure uma fotografia na sua sala de estar, dê uma moeda para o violinista que toca na rua.
Você precisa estudar pelo menos QUINZE anos para se tornar advogado, médico, engenheiro. Mas certamente, antes disso, já desenhava. Resgate o seu talento artístico e comemore, tardiamente, o dia Nacional das Artes.
Nos meses de setembro a novembro, a Casa Benet Domingo (Urca, RJ) será o local da realização do curso Frente e Verso: A Arte de Abri os Canais Expressivos.
Os encontros acontecerão nas segundas-feiras, e a coordenação está a cargo de Juliana Ramos e Renata Cury.
A Piraquê, empresa de alimentos fundada em 1950, promove gradualmente a atualização das embalagens de produtos, abrangendo nessa ação as linhas de biscoitos doces e salgados. Por um lado, é sinal dos tempos: muitos deles estão no mercado há décadas, tempo no qual o design evoluiu, assim como a cultura e o próprio país. A renovação começou em 2009, com um novo conceito de identidade visual que partiu do logo da empresa e passou a abranger seus produtos.
Mas esse processo traz consigo a queda de um dos mais persistentes símbolos do neoconcretismo, movimento de vanguarda artística do século XX que surgiu no Brasil e ganhou notoriedade global: cada vez que um consumidor adquiria um pacote de biscoitos como Goiabinha, Maisena e Presuntinho, levava consigo, sem perceber, objetos artísticos. Maravilhosa convergência entre arte e design, a arte das embalagens trazia a assinatura de Lygia Pape, uma das maiores artistas brasileiras do século passado, falecida em 2004. A situação tem sido acompanhada por gente boa como Daniela Name e outros artistas, designers e consumidores em geral.
O neoconcretismo foi um movimento artístico de DNA nacional, derivado de diálogos e rompimentos com movimentos anteriores – concretismo, abstracionismo e outros – e que ganhou o mundo com propostas que admitiam a inserção da arte no “mundo atual”, antes da pop art promover a apropriação no sentido inverso.
O movimento defendia a inserção do observador na arte, com a possibilidade de tocar, cheirar, muito mais do que simplesmente contemplar a obra. Além de embalagens de biscoito, houve a exploração do pensamento na arquitetura e em outras áreas. Vejo poucas oportunidades de termos “arte para os cinco sentidos” tão completas quanto ver o biscoito estampado na embalagem, rompe-la com as próprias mãos, sentir o cheiro do desejado alimento invadir nossas narinas, degustar as mordidas enquanto se ouve/vibra com cada mordida crocante. Quem acha que isso não é arte pode ler algo sobre os últimos sessenta anos de produção artística mundial e aí apresentar os seus argumentos.
Pois bem, parece que é o fim da linha para o neoconcretismo nos biscoitos. Ou não, se depender dela: a vaquinha.
O “biscoito da vaquinha” é uma celebração de sabor para qualquer ser humano que já teve – ou ainda tem – infância, desde muito tempo. Seu nome de catálogo é “biscoito de leite maltado”, mas ninguém se importa com isso. O biscoito da vaquinha é um espetáculo para as multidões de consumidores, sendo o original a minha preferência pessoal – além dele, a Piraquê vende hoje a versão light e o de chocolate.
Daí o dilema da vaquinha: como atualizar a embalagem desse produto? Eu daria alguns tostões para ver qual foi a proposta apresentada pelo escritório que tem a conta da Piraquê. Seja qual for, certamente vai ser muito estranha se mantiver a coerência com o estilo das novas embalagens que já estão em circulação – imaginem uma vaca com traços mais leves, um pouco esmaecida, quem sabe com traços de anime (?!?!?!?!).
O nome “leite maltado” nada diz para quem se acostumou a impregnar seus olhos com a imagem da vaca malhada, um sucesso de fixação de produto no imaginário do consumidor. Por essa razão, acredito que esse será o último produto a ter a sua embalagem substituída, e que será a muito custo. Afinal de contas, e quanto à legião de fãs? Será que, numa concepção pavloviana da discussão, não temos o sabor associado à imagem? O biscoito terá o mesmo sabor com uma vaca do século XXI e sem o fundo amarelo vivo?
Certamente, a Piraquê levará a cabo o seu projeto de renovação da imagem, mesmo que demore mais dez anos. No entanto, isso não deveria significar o esquecimento das obras de arte que são as embalagens anteriores. Fica a proposta da empresa montar um “museu”, mesmo que seja somente no seu website, para a preservação dessa memória.
Um comentário final: não sei se as vendas do biscoito reforçam a minha opinião, mas será muito difícil de desvencilharem da imagem da vaca e associarem a “leite maltado”. O que é leite maltado? Como se descreve visualmente, afinal de contas? As vacas estão no nosso imaginário bucólico-saudosista. Quem não se lembra da lenda do “tesão de vaca”, tão difundida entre os adolescentes do sexo masculino há dez ou vinte anos atrás? Todo mundo já ouviu alguma mulher sendo ofendida com o termo “vaca” – que aliás, não deveria ser pejorativo, visto que a famosa bovina nos fornece leite, carne e outros processados. Vivemos, sem perceber, numa sociedade bovino-derivada. Esse é o desafio para a Piraquê: optar pelo novo, no caso do biscoito da vaquinha, pode significar a negação da identidade construída em toda a sua história.
Beatriz Bittencourt é a líder de um projeto fora do comum: alinhada com tendências mundiais de vanguarda, e contando com o apoio de nomes de peso no cenário nacional de artes como o IdeaFixa e o Movere.me, promove a edição do Livro Pirata “A História da Arte”, de E. H. Gombrich, clássico obrigatório para todo estudante de cursos superiores relacionados a Arte.
A edição de um livro pirata não tem nada a ver com uma cópia não-autorizada da obra de referência. O movimento, conforme definição copiada do opencall promovido pelo IdeaFixa é assim entendido:
“Este é um fenômeno que atingiu escalas globais, os livros piratas vão além da criação de reprodução não-licenciadas – eles começaram a interferir no seu conteúdo. Gêneros inteiros de versões “improvisadas” estão surgindo. E todos os livros, num senso comum, se transformam em versões legítimas. A proposta não é roubar ou esquecer, é criar uma plataforma para explorar de maneira inovadora o espectro da cópia (…) em trabalhos já existentes. (Karsten Schubert, Daniel McClean)”
Por que vale a pena conhecer o projeto? Porque ele foi produzido por artistas de todo o Brasil, e sua publicação terá repercussão internacional. Exatamente para viabilizar a edição, Beatriz cadastrou o projeto no Movere.me, site especializado em crowndfunding. O objetivo é arrecadar, por meio de contribuições, os recursos necessários para o início da reprodução do livro, com direito a entrega de um exemplar para cada artista envolvido e para os incentivadores que doarem os valores mínimos estipulados para tal.
O projeto ainda tem 19 dias para finalizar a captação, e já arrecadou pouco mais de 1/3 do total necessário.
Quer promover a arte brasileira, se converter em mecenas e ainda ter o seu nome gravado na edição do livro, e por conseguinte na história da arte? Basta incentivar.
OBS:
Sobre o IdeaFixa: A Revista IdeaFixa foi a primeira publicação online brasileira de arte. Sua primeira edição nasceu em julho de 2006 e hoje é consolidada como referência em design, ilustração, fotografia e artes plásticas. Seu objetivo é promover a inspiração e o trabalho dos profissionais participantes. Sua periodicidade é trimestral e cada edição possui um tema específico.
Sobre o Movere: O movere.me é uma plataforma de incentivo coletivo (crowdfunding) que coloca nas mãos dos usuários o poder de decidir e realizar projetos.
A Editora Montevideo Comics, do Uruguai, está promovendo o Concurso de historietas e ilustración Crea Futuros, que tem como objetivo de selecionar histórias que criem um futuro desejável, propondo formas de solucionar os grandes problemas da humanidade. A história deve ocorrer no futuro e basear-se nos Objetivos o Milênio das Nações Unidas (ODM).
Trata-se de um bom exemplo de ação inovadora para a promoção da transformação social.
Gostou da proposta? Participe, divulgue, seja parte disso.
A Geração Editorial promove, até 30 de abril, um concurso de minicontos de até 140 caracteres. Os textos devem ser inéditos e não há limite de contos por participantes, desde que sejam com temáticas distintas.
A Geração Editorial se compromete a publicar a antologia com os contos selecionados ainda em 2011. O título será definido no futuro.
Os interessados devem mandar até o dia 30 de abril de 2011 um miniconto com até 140 caracteres (temática livre) para o e-mail todosnos@geracaoeditorial.com.br, com nome e endereço completo, telefone e título do texto (os 140 caracteres são exclusivos para o miniconto).
O livro digital não será comercializado em lojas virtuais ou pela própria editora. Para facilitar o acesso ao conteúdo, a Geração disponibilizará em seu site na internet, www.geracaoeditorial.com.br o arquivo para ser baixado gratuitamente, após breve cadastro.
Mais informações clicando aqui.
A Zucca Produções promoverá no Rio de Janeiro, em maio e junho, dois cursos voltados para profissionais da área de produção cultural:
1) Captação de Recursos
tem como objetivo mostrar os caminhos que levam à conquista de um patrocinador, apresentando os pontos mais importantes da captação de recursos.
São 4 aulas, a partir de 9/05.
2) Gestão de Recursos e Prestação de Contas
Tem como objetivo orientar sobre quais são as prioridades do orçamento, quando e como fazer pagamentos, gestão da conta bancária, cronograma de despesas, documentos e relatórios exigidos para prestação de contas de acordo com as leis de incentivo e outros temas.
São 6 aulas, a partir de 6/06.
Mais informações podem ser obtidas clicando aqui.
caros leitores,
a ação que era denominada HELP.COM cresceu e agora está de casa nova! A partir de agora, vocês podem acessar o site www.realouvirtual.com.br para acompanhar esse projeto que explora as dimensões da nossa vida contemporânea.
Você é Real ou virtual?